quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Ponto das Ervas (1978) Dir.: Celso Brandão



Há 40 anos estreava “Ponto das Ervas” (1978) do diretor Celso Brandão. Disponibilizamos esta obra em celebração ao 22 de agosto, Dia das Culturas Populares.


O Ponto das Ervas from Estrela do Norte on Vimeo.


Premiações:
- 2º lugar no VII Festival de Penedo, AL, 1981.
- Melhor trilha sonora no Festival de Brasília, 1978.
- Seleção de 1982 do The New York Medicinal Film Festival.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Proposta dos Presidenciáveis 2018 para Turismo e Cultura.

Fonte: Lobo Pop Art

Apresentação dos Candidatos por ordem alfabética. As fotos foram retiradas dos perfis públicos da rede social Facebook. 

Alvaro Dias - PODEMOS
Coligação: PSC, PRP e PTC
Plano de Governo: https://goo.gl/ttcwWb

“O Plano de 19 Metas tem como base três pilares: Sociedade, Economia e Instituições (SEI). Na esfera da Sociedade foram estabelecidas sete Metas: Emprego para Todos, Violência com Tolerância Zero, Pronto Atendimento na Saúde, Ciência, Cultura e Turismo, Educação do Futuro, Família Unida e Verde Água.” Pg 5

“CIENCIA, CULTURA E TURISMO
Programa Nacional de Inovação (Cidades, Agro, Saúde e Educação)
Cultura Livre via Cartão Cultura
Criação da Secretaria Nacional do Turismo” Pg 11

Cabo Dalciolo - PATRIOTA
Plano de Governo: https://t.co/NGmJYRVzhU

"(...) iremos integrar as rodovias existentes às hidrovias e ferrovias, investindo na melhoria dos seus trechos não somente para o transporte de cargas, mas também de passageiros, o que trará melhorias aos setores agropecuário, de commodities e do turismo, gerando emprego e renda bem como o surgimento de novos empreendimentos, acentuando o potencial econômico do país.” Pg 14

Ciro Gomes – PDT
Plano de Governo: https://t.co/rEE6bderRF

“1 GERAÇÃO DE EMPREGOS
(...)
1.9 Não menos relevantes, os setores do agronegócio, agricultura familiar, serviços em geral, comércio, a economia criativa e o turismo também serão estimulados para contribuir ao crescimento da economia brasileira e à geração de empregos. Da mesma forma, atenção especial deverá ser direcionada aos empreendedores, inovadores e às pequenas e médias empresas. Esses estímulos serão discutidos ao longo da campanha.” Pg 18


3 DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE
(...)
3.4 Implantação das Unidades de Conservação já criadas no Brasil com as devidas indenizações e/ou reassentamentos:

- Elaboração de um plano de formação de arranjos produtivos locais no entorno dessas unidades, voltados para a prestação de serviços às mesmas, bem como o desenvolvimento do turismo sustentável;
(...) Pg 22

9 A CULTURA COMO AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL
(...)
“A nossa ideia é que o estímulo à Cultura tenha a ênfase necessária para que o Brasil se reconheça na sua diversidade regional, nas suas diversas expressões tradicionais e históricas, na valorização do patrimônio histórico. Mas também nas novas estéticas, no experimentalismo de vanguarda, de novas linguagens, passando pela culinária, hábitos alimentares, artesanato, artes cênicas, artes plásticas, cinema, audiovisual e a música, naturalmente compreendendo nosso lugar no planeta. Significa dizer que o Ministério da Cultura terá uma missão muito mais central da que tem podido ter nas últimas décadas. Vai precisar de um orçamento compatível com essa necessidade. Pretendemos aperfeiçoar a legislação do mecenato, preocupados em fortalecer expressões artísticas não comerciais, sem desmerecê-las. A oferta de bens e serviços culturais deve ser vista como uma forma de lazer e inclusão social, fortalecimento da cidadania e inclusão econômica, assegurando à juventude alternativas e perspectivas saudáveis e dignas para o seu futuro.” Pg 43

9.1 Investimento na democratização do acesso, na fruição e na expansão do consumo de bens e serviços culturais:

- Implementação de políticas que ampliem e popularizem o acesso à cultura e ao lazer, criando espaços de fomento, desenvolvimento e interação, e valorizando os espaços já existentes, principalmente nas periferias;

- Implementação dos objetivos e estratégias da Política Nacional de Inclusão Digital com vistas a promover a infraestrutura para acesso à internet, com a implantação de banda larga para todos.
9.2 Estímulo às manifestações culturais que propiciam a inclusão social e a cultura periférica de rua, como as danças, grafites e slams.

9.3 Estímulo às manifestações e à disseminação da cultura afro-brasileira.

9.4 Estímulo à produção cultural e criativa de baixo impacto ambiental.

9.5 Estímulo às diversas atividades da chamada economia criativa, que vem se constituindo em um importante ramo da atividade econômica e de criação de empregos para os jovens em atividades que contribuem para a melhoria de seu bem-estar.

9.6 Preservação e ampliação de nosso patrimônio artístico-cultural.

9.7 Estabelecimento de uma política e um marco regulatório para a cultura e as artes no Brasil, de modo a consolidar em um único instrumento legal todos os aspectos regulatórios deste importante setor para a economia brasileira.

9.8 Estabelecimento de um sistema federativo de gestão da política cultural, descentralizado, capaz de garantir maior eficiência (evitando sombreamentos de funcionários e custos), maior capilaridade, maior adequação às realidades locais e, sobretudo, maior capacidade de cumprir sua missão nacional, evitando a concentração de recursos nos estados e cidades (as capitais do Sudeste) que já concentram a maior parte do investimento privado.

9.9 Facilitação e promoção de parcerias, coproduções e mitigação de riscos intrínsecos à produção cultural em todas as suas esferas.

9.10 Aperfeiçoamento dos objetivos e alcance da Lei Rouanet, precedido de amplo debate com a classe artística.” Pg 44


Geraldo Alckmin - PSDB
Coligação: PP, DEM, PRB, PR, PTB, PPS, PSD e SOLIDARIEDADE
Plano de Governo: https://t.co/G1vgEtXFGi

“Priorizaremos políticas que permitam às regiões Norte e Nordeste desenvolver plenamente as suas potencialidades em áreas como energias renováveis, turismo, indústria, agricultura e economia criativaPg 14

“Promoveremos o desenvolvimento da indústria 4.0, da economia criativa e da indústria do conhecimento, fomentando o empreendedorismo em áreas de inovação, da cultura, do turismo e, especialmente, em áreas onde já somos líderes, como a agroindústria.” Pg 14-15

“Reconheceremos as diversas manifestações da cultura brasileira em seu valor intrínseco, como ferramenta de projeção do Brasil e como parte da política de desenvolvimento econômico” Pg 15

Guilherme Boulos - PSOL
Coligação: PCB
Plano de Governo: https://t.co/Smc40CduWK

“PROPOSTAS
(...)
20. Um programa feminista de capacitação e formação continuada para profissionais dos serviços públicos da educação, saúde, cultura, turismo, comunicação e segurança;” Pg 61

VI - UM PROGRAMA PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA

O nosso programa de governo é comprometido com o enfrentamento dos privilégios econômicos, sociais, políticos, históricos da classe dominante no país. Historicamente, a educação capaz de socializar a ciência, a tecnologia, a arte e a cultura a todo o povo – crianças, jovens, adultos e idosos, foi um privilégio de classe.” Pg 75

“Como parte da democratização do conhecimento, vamos apoiar, valorizar e viabilizar espaços de aprendizagem dos povos indígenas, quilombolas, camponeses, por meio de universidades populares e interculturais.” Pg 83

“XV - NOVA POLÍTICA CULTURAL PARA UM NOVO MUNDO
(...)
O foco desta nova cultura estará nos processos artísticos e culturais entendendo os produtos culturais como resultados da formação e criação de coletivos e indivíduos em constante aprendizado. Pg 171
(...)
Participação e Co-Gestão

O Direito à Cultura e o acesso aos bens culturais não podem ser decididos apenas pelo Estado, mas a partir de práticas de co-gestão e de participação na definição de políticas culturais. Co-gestão de equipamentos culturais e espaços públicos. Pg 172

O nosso programa de governo propõe:

1. Apoiar a produção cultural vinda das periferias, culturas jovens, rurais e urbanas, culturas territoriais (indígenas, quilombolas), de matriz africana etc.

2. Orçamento para a Cultura que corresponda à riqueza e à diversidade do nosso povo: mínimo de 2% do orçamento da União, incentivando que seja garantido 1,5% do orçamento dos estados e 1% dos municípios. (...)

3. Editais, leis, programas e um Fundo Nacional de Cultura com dotação orçamentária própria e continuada, (...)

4. Criação de um programa de seguridade social específico para trabalhadores de cultura que tem como caráter da própria profissão a intermitência (...)

5. Transparência e participação efetiva da população na gestão das políticas culturais (...)

6. Integração e transversalidade da arte e cultura em todos os setores da vida social, (...)

7. Democratização do acesso ao audiovisual.

8. Ampliação do acesso a bens e equipamentos culturais (...) Pgs 171 a 177

Henrique Meirelles – MDB
Coligação: PHS
Plano de Governo: https://goo.gl/YGj91v  

Sem Propostas! 


Jair Bolsonaro – PSL
Plano de Governo: https://t.co/Lgj1Oc6ds5

Sem Propostas! 

João Amoêdo – NOVO
Plano de Governo: https://goo.gl/sZeSbT

“Novas formas de financiamento de cultura, do esporte e da ciência com fundos patrimoniais de doações.”

João Goulart Filho – PPL
Plano de Governo: https://goo.gl/tyMLmj  

PARTIDO PÁTRIA LIVRE - PPL
PROGRAMA DE GOVERNO DE JOÃO GOULART FILHO/LÉO DA SILVA ALVES (2018-2022)
(...)
13. Reestabelecer o protagonismo do Estado como formulador e indutor das prioridades culturais públicas, com fins de apoiar e atender as demandas da criação e da produção cultural nacionais, principalmente a distribuição dos bens culturais produzidos no país e a proteção do patrimônio cultural brasileiro; revigorar o MinC pelo restabelecimento e/ou o fortalecimento de seus institutos para o livro, a música, o cinema e as artes cênicas, e pela criação de uma secretaria especial para as culturas digitais, que deverá ser o grande centro da memória cultural nacional; revisar os modelos de fomento e financiamento estatal à cultura, restringindo as nocivas práticas de “incentivo” baseadas na entrega de recursos públicos (via renúncia fiscal) a projetos privados, redirecionando ditos recursos às prioridades culturais públicas, anualmente definidas; alinhar as ações culturais do Estado às políticas nacional e regionais de educação pública; rever o abusivo e inconsequente emaranhado de leis, decretos e regulamentos culturais promulgados pelos últimos governos; proteger os direitos dos criadores e produtores culturais nacionais e suas organizações de classe, apoiando também os artistas e as indústrias culturais independentes através da adoção de medidas protetivas das produções culturais locais e de seu acesso aos meios de comunicação, como recomenda expressamente a Convenção pela Diversidade Cultural (UNESCO, 2005), firmada pelo Brasil; zelar pelo estrito cumprimento, pelo MinC e pelo Estado brasileiro, das disposições sobre cultura expressas na Constituição Federal.” Pg 7

“Nossa política será a de remover os obstáculos a uma promoção dos brasileiros de descendência africana, de combate sem contemplações ao racismo, de estímulo – inclusive através de cotas – à educação e à cultura. Aqui, é necessário frisar que não admitiremos qualquer ataque à liberdade religiosa, com plena garantia de exercício dos cultos de matriz africana. (...).” Pg 13


José Maria Eymael – PSDC
Plano de Governo: https://goo.gl/spg8Tm

POLÍTICA ORIENTADA PARA O DESENVOLVIMENTO
(...)
g) Apoiar e incentivar o Turismo, inclusive o Turismo de Negócios, cumprindo a obrigação contida no artigo 180 da Constituição Federal, de autoria da Democracia Cristã: “a união, os estados, o distrito federal e os municípios promoverão e incentivarão o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico” Pg 2

CULTURA
9. Promover a CULTURA através de ações de governo, políticas de incentivo e parceria com a iniciativa privada, visando a criação de novos espaços culturais e a produção cultural nas suas várias manifestações, e ainda:

a) Valorização da diversidade e da pluralidade no financiamento de atividades culturais.
b) Fazer da cultura e da identidade nacional, vertentes da escolarização brasileira.
c) Resgate e valorização da cultura e da identidade nacional.” Pg 4

Luís Inácio Lula da Silva – PT
Coligação: PROS, PCdoB
Plano de Governo: https://t.co/sGJ74f9Zet 

3.4 CULTURA PARA GARANTIR A DEMOCRACIA, A LIBERDADE, AFIRMAR A
DIVERSIDADE E EFETIVAR DIREITOS
(...)
Nesses dois anos de governo ilegítimo, artistas e fazedores de cultura foram criminalizados, instituições culturais foram censuradas, segmentos culturais foram abandonados ou perseguidos. Nesse período, cresceu a intolerância dos que não aceitam e suportam a liberdade e a diversidade de expressões artísticas e culturais. A cultura é um dos elementos constitutivos da própria democracia. Sem a realização da liberdade de expressão e da diversidade e sem o respeito a esses valores perdem-se as condições constituintes de uma sociedade democrática. Para garantir esse novo ciclo democrático de que o Brasil precisa, o programa para cultura de Lula tem o foco na retomada de políticas construídas entre 2003 e 2016, além da formulação de novos programas que possam atender as atuais demandas do setor e garantir o desenvolvimento cultural para toda a sociedade. No próximo governo de Lula, a cultura inscrever-se-á em um novo modelo de desenvolvimento que proporcione consolidação da democracia em nosso país, mais qualidade de vida para todos os brasileiros e brasileiras e mais justiça social para o Brasil.

Um novo ciclo de políticas públicas será construído por meio dos mecanismos de participação desenvolvidos pelo MinC. Para esse fim, é fundamental o diálogo com toda a comunidade cultural, tendo um olhar atencioso para todos os criadores, artistas e realizadores que foram beneficiados pelas políticas efetivadas em nossos governos e foram responsáveis pela criação de estéticas inovadoras e de formas originais de organização do fazer cultural.

Os governos de Lula e Dilma deram prioridade para a área da cultura, com a ampliação da atuação do Ministério, a criação de políticas públicas como o Cultura Viva e o Fundo Setorial do Audiovisual, e o crescimento real do orçamento para cultura em mais de três vezes. Esse legado nos dá condições de enfrentar um dos principais desafios da construção desse novo ciclo de políticas públicas, que é a elaboração de um novo sistema de fomento: mais democrático, desconcentrado, territorializado e adequado à complexidade do campo. Além disso, para ativar toda a cadeia produtiva do setor, é compromisso de Lula cumprir a recomendação da UNESCO e aumentar progressivamente os recursos para o MinC, visando alcançar a meta 1% do orçamento da União, assim como fortalecer o papel do Fundo Nacional de Cultura (FNC), garantindo o uso pleno de seus recursos sem contingenciamentos. Até o final do governo de Lula, os recursos para o FNC serão equivalentes aos disponibilizados para o incentivo fiscal.

Consideramos o acesso pleno aos bens e serviços culturais como uma garantia de cidadania. Para efetivar esse direito, construiremos novos mecanismos de circulação dos bens culturais, enfrentando o monopólio das empresas que atuam no setor pela lógica estrita do mercado.

As políticas culturais devem ser políticas de Estado e, por isso, iremos observar as Conferências e o Plano Nacional de Cultura e consolidar o Sistema Nacional de Cultura, garantindo repasses, fundo a fundo, para estados e municípios, além da desburocratização dos mecanismos de fomento para o setor.

Implementaremos a Lei Cultura Viva, com um conjunto inovador de políticas nos territórios.
O programa, que chegou a investir mais de R$ 100 milhões por ano, foi praticamente extinto pela gestão atual do Ministério da Cultura.Reorganizaremos as políticas setoriais com programas que apoiem e atendam as demandas específicas que atravessam todas as dimensões, expressões e processos culturais e artísticos, abarcando desde os agentes das culturas tradicionais, populares e regionais, até os realizadores da cultura digital. Fortaleceremos a FUNARTE, construindo uma Política Nacional para as Artes vigorosa e abrangente, em articulação com estados e municípios, tomando para a música, teatro, dança, circo e artes visuais o exemplo positivo da política do audiovisual. Também investiremos na consolidação de uma Política Nacional para o Livro, Leitura e Literatura.

Aprofundaremos a política de desenvolvimento audiovisual conduzida pela Ancine, uma das mais robustas do mundo, garantindo que os investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual promovam a diversificação dos produtores, com políticas afirmativas para mulheres e negros/as.

Em diálogo com o setor, construiremos uma política para o vídeo sob demanda (VOD) que deverá garantir espaço e fomento para produção brasileira e independente, seguindo o exemplo bem-sucedido da política para TV por assinatura. Ao mesmo tempo, o governo Lula irá democratizar o acesso do público brasileiro à produção fomentada com recursos públicos. Retomaremos de forma ativa as políticas para o patrimônio e museus através do IPHAN e do IBRAM.

Essas duas instituições serão dotadas das condições para que conduzam iniciativas amplas e diversificadas de proteção e promoção do patrimônio cultural e de fortalecimento da política nacional de museus. Também a Biblioteca Nacional, a Fundação Cultural Palmares e a Casa de Rui Barbosa devem receber investimentos proporcionais à sua imensa importância para memória, pesquisa e acervo da cultura brasileira.

Reafirmaremos nosso compromisso com a Convenção da UNESCO sobre a Proteção e Promoção da Diversidade Cultural, construindo um ciclo de políticas que respondam aos direitos culturais dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos. O ambiente digital também requer políticas inovadoras de direito autoral, já que, hoje, plataformas online e gravadoras absorvem recursos que deveriam remunerar artistas e criadores brasileiros. Além disso, é preciso fortalecer e ampliar o acesso da população brasileira a bens e serviços culturais online. O futuro governo Lula irá afirmar também o caráter transversal da cultura como forma de ampliar a compreensão da sociedade brasileira sobre o papel da cultura e da arte tanto na construção de uma sociedade mais democrática quanto como um dispositivo para o desenvolvimento econômico e social do país. Para isso, assume o compromisso em intensificar o diálogo da cultura com outros campos, como a educação, a ciência e tecnologia, a comunicação, o esporte, a saúde, a economia e o turismo. No cenário global, fortaleceremos os mecanismos de inserção da cultura brasileira em sintonia com a presença altiva, ativa e soberana do Brasil no contexto das relações internacionais.

Nosso programa compreende a cultura como um direito de todas e todos e como um campo de luta pelas liberdades individuais e contra o racismo, o machismo, a LGBTfobia, a intolerância religiosa e o avanço do conservadorismo no Brasil. A defesa do livre pensar e da nossa diversidade irá orientar todas as políticas do novo governo de Lula para a cultura.” Pg 34 a 36

Marina Silva – REDE
Coligação: PV
Plano de Governo: https://t.co/8ycr39S9ov

CULTURA E VALORIZAÇÃO DAS DIVERSIDADES

O Brasil tem como grande riqueza sua diversidade cultural. A cultura é direito humano fundamental, ela preserva a memória, transmite conhecimento, aumenta repertório e estimula a criação. A política cultural deve fomentar a produção e o acesso à cultura e à arte, em suas diversas manifestações e em interface com a educação.

Deve, também, garantir a proteção do patrimônio histórico, para as presentes e futuras gerações.

De acordo com pesquisa sobre hábitos culturais, os brasileiros gostam de ler, ir ao cinema, a shows de música, festas populares e feiras de artesanato. O acesso a espaços e atividades culturais é uma das principais demandas dos jovens e precisa ser democratizado, chegando aos municípios e diferentes regiões das grandes cidades.

Para democratizar o acesso a cultura, promoveremos a educação artística, transformando a escola em espaço de ensino e difusão de arte e cultura e revitalizaremos os pontos de cultura.

A produção cultural e artística será estimulada e apoiada, com a intensificação dos percursos de circulação de artistas pelo país, o fomento à produção cultural por meio de editais, bolsas e premiações e o estímulo à produção audiovisual. Promoveremos a diversidade das expressões culturais, valorizando os detentores de conhecimentos tradicionais, como os mestres de cultura popular, do maracatu, do bumba-meu-boi, artesãos, bordadeiras, entre outras.

A proteção do nosso patrimônio cultural é fundamental para garantir a memória de nossos povos, para que as presentes e futuras gerações conheçam sua ancestralidade, história, costumes e tradições. A política de preservação do patrimônio abrange o patrimônio natural e o conhecimento científico. Nos comprometemos a oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas; valorizar os registros escritos, sonoros e visuais de tradições orais e da produção contemporânea; e realizar tombamentos, a preservação e revitalização ambiental.

A economia criativa é a fusão da economia da cultura com a economia do conhecimento. Abrange diversos setores, como artes visuais, artes cênicas, games, software, moda, design e arquitetura. O uso de novas tecnologias é crescente na promoção do acesso e na difusão da produção cultural. Para desenvolver e estimular este setor econômico é preciso investir na formação profissional, promover a organização de redes, oferecer apoio a startups, diminuir burocracia e ampliar o acesso à crédito.

Com a crescente digitalização de filmes, fotografias, músicas e livros, é necessário explorar as possibilidades das novas tecnologias na promoção do acesso e na difusão da produção cultural, em especial no campo da economia colaborativa.

Assumimos o compromisso com a plena garantia do direito à liberdade de expressão que será promovido e respeitado em todas as suas dimensões, incluindo a liberdade de imprensa e o direito à comunicação, direito de cada cidadão de informar, se informar e ser informado.” Pg 21

DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA PLENA
(...)
Mulheres
Em parceria com Estados e Municípios, promoveremos a ampliação das políticas de prevenção à violência contra a mulher, o combate ao feminicídio e a qualificação da rede de atendimento às vítimas. O tráfico interno e internacional de pessoas, bem como o turismo sexual, que atingem majoritariamente as mulheres, serão enfrentados com rigor.” Pg 22

“Promoveremos a valorização da cultura negra e sua importância na história do país, a partir da ação conjunta de ministérios e entidades da sociedade civil.”  Pg 23

Povos e Comunidades Tradicionais

“A existência de Povos e Comunidades Tradicionais é uma das grandes riqueza do nosso país - Povos Indígenas, quilombolas, ciganos, faxinalenses, pomeranos, caiçaras, pescadoras e pescadores artesanais, seringueiros, extrativistas, quebradeiras de coco babaçu, ribeirinhos, para citar alguns. Criaremos políticas de fomento à suas atividades econômicas, com atenção às suas especificidades culturais, retomando e ampliando o Plano Nacional de Promoção dos Produtos da Siociobiodiversidade.” Pg 23


O BRASIL NA ECONOMIA DO FUTURO COM SUSTENTABILIDADE, INOVAÇÃO E EMPREGO
(...)
O turismo desempenha hoje um importante papel na geração de empregos na economia mundial. De acordo com o relatório de 2017 do Fórum Econômico Mundial, o setor de viagens e turismo foi responsável por 1 em cada 10 empregos no mundo.

O mesmo relatório mostrou ainda que o Brasil se encontra no 27º lugar no Ranking de Competitividade em Viagem e Turismo, que avaliou 136 países. De um lado, contamos com os maiores e mais diversificados recursos naturais do planeta, com elevados recursos culturais e um alto fluxo viagens de negócios. De outro, a falta de segurança, o ambiente de negócios e a baixa qualificação da mão de obra continuam impondo um obstáculo ao crescimento do setor.

Estimularemos a capacitação permanente de mão de obra e a articulação entre a cadeia do turismo e outras cadeias produtivas, visando a gerar novos negócios e rotas turísticas locais. Fomentaremos programas de divulgação interna e externa de destinos turísticos de modo a disseminar um anova imagem do país ante o cenário turístico mundial. Criaremos parcerias com as municipalidades para conservação e melhorias de equipamentos turísticos e investimentos em infraestruturas para as áreas protegidas de adequarem ao ecoturismo.

Ampliaremos investimentos em projetos de infraestrutura que tenham impacto positivo para o turismo e para a conservação dos recursos naturais e paisagens cênicas, com prioridade para o ecoturismo e o turismo de base comunitária como alternativas para o desenvolvimento sustentável. Essas iniciativas farão parte de um programa integrado de turismo sustentável, inclusão social, respeito à diversidade cultural e desenvolvimento econômico com cadeias produtivas locais e solidárias.” Pg 30

Vera Lúcia – PSTU
Plano de Governo: https://goo.gl/WmH6VF

Sem propostas!

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Encaminhada ação para tornar Monumento a Ogum Patrimônio Cultural de Caxias do Sul


Monumento ao Orixá Ogum. É considerado pelos Umbandistas e Povos de Terreiro como Patrono de Caxias do Sul. 
Foto: Ernani Viana Neto

Vereador Rafael Bueno intermediou encontro entre representantes da religião e entidade cultural

O vereador Rafael Bueno/PDT intermediou na tarde desta quinta-feira (12/07) um encontro entre representantes da umbanda e integrantes do Conselho de Política Cultural de Caxias do Sul afim de se iniciarem os encaminhamentos para tornar o Monumento a Ogum Patrimônio Cultural de Natureza Material do município. Entre as 60 pessoas presentes, Saul de Medeiros, presidente da Associação de Umbanda de Caxias do Sul, falou em nome dos religiosos e agradeceu o início das tratativas. Ele lembrou que Caxias do Sul é o único município do Brasil com uma praça homenageando um babalorixá, a Praça Lauro de Oxum, onde o monumento a Ogum está localizado, na Perimetral Sul. A comunidade umbandista elegeu Ogum patrono de Caxias do Sul.

Maria Cecilia Pozza, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, e Ernani Viana da Silva Neto, da área do patrimônio da entidade, explicaram que o dossiê entregue hoje a eles pela Associação de Umbanda será protocolado nos próximos dias no Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural. O COMPACH deve se pronunciar sobre o pedido de tombamento em cerca de quatro meses.  O vereador Bueno destacou a importância de tornar o bem patrimônio cultural em respeito à diversidade religiosa e por que a umbanda é uma religião acolhedora e que não faz diferenciações entre as pessoas.


Foto: Daniel Corrêa

"Todos são bem recebidos e sempre estamos preocupados em preservar a inclusão e livre manifestação das religiões em nossa cidade", destacou o parlamentar, que lamentou o fato de a prefeitura ter retirado dos umbandistas o Santuário Ecológico Reino dos Orixás, no bairro Cruzeiro, em um "ato de desrespeito aos milhares adeptos da religião".

Para Saul, a Praça e o Monumento a Ogum são conquistas que colocaram Caxias do Sul como cidade que dá enorme atenção e reconhece a diversidade cultural e religiosa.

"Esse encaminhamento como patrimônio material reforça ainda mais a importância da religião", diz Saul.

Cecilia e Ernani destacaram que esta é uma causa centrada na fé e no trabalho e que por isso merece todo o respeito nesse encaminhamento.

Foto: Daniel Corrêa

Para entender

Ogum é o deus do ferro, a divindade que ergue a espada e fabrica o ferro, transformando-o no instrumento de luta. É o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, agricultores, cirurgiões, tatuadores, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É o orixá da tecnologia.

Câmara Municipal de Caxias do Sul


Jornal O Pioneiro – Caxias do Sul
Pedido13/07/2018 | 08h45
Atualizada em 13/07/2018 | 08h46

Conselho Municipal deve se pronunciar em quatro meses


Para escutar:

Para assistir:

segunda-feira, 30 de abril de 2018

MENSAGEM DA UNESCO PARA O DIA INTERNACIONAL DO JAZZ - 2018

26.04.2018 - UNESCO Office in Brasilia

Mensagem de Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO, por ocasião do Dia Internacional do Jazz, 30 de abril de 2018

Dizzy Gillespie (1917-1993)

A UNESCO tem o orgulho de comemorar o 7º Dia Internacional do Jazz, em 30 de abril de 2018. Este é um dia para homenagear o jazz e seu legado duradouro, assim como para reconhecer o poder que esse gênero musical tem para unir as pessoas.

O jazz tem suas raízes na luta por liberdade e na resistência contra a opressão. Esse gênero musical, com seus vários estilos, foi abraçado e integrado a inúmeras culturas, transformando-se em novas formas de expressão, ressoando infinitamente com a diversidade de canções e sons ao redor do mundo. A multiplicidade das formas por meio das quais o jazz foi costurado no tecido de culturas locais, nacionais e indígenas demonstra a sua eminência e a sua relevância. Ele falou, e continua a falar, para pessoas de todas as origens linguísticas, políticas e econômicas, ao seguir sua trajetória original de expressar a liberdade, a dignidade e os direitos humanos.

A mensagem pela liberdade está enraizada no coração desse gênero, que é definido pela improvisação. A habilidade de os músicos se reunirem e escutarem, tocarem e promoverem o intercâmbio artístico por meio dessa expressão de livre fluxo reflete o espírito dos movimentos de libertação em todo o mundo. Como diz com frequência o grande saxofonista Wayne Shorter: “No jazz, acontece como na vida: não é possível ensaiar o desconhecido”. O jazz destaca a beleza de se viver o momento, de ter coragem de correr riscos, não apenas individual, mas coletivamente, de explorar o indefinido, muitas vezes as águas escuras do que é possível ou mesmo inimaginável, por uma pessoa ou um grupo.

Hoje, o Dia Internacional do Jazz será celebrado em mais de 190 países. Músicos, promotores de eventos, professores, estudantes e fãs do jazz serão mobilizados em todo o mundo com eventos que vão desde pequenos concertos a performances que irão durar vários dias. As atividades serão realizadas em escolas, museus, centros comunitários, universidades, cafés e clubes de jazz.

Este ano, a cidade de São Petersburgo será a Cidade Anfitriã Mundial. Foi lá que, no início dos anos 1920, surgiu o jazz russo, com as universidades e as principais instituições políticas e econômicas abraçando o gênero desde o início, o que levou ao estabelecimento da primeira Sala Filarmônica de Jazz do país.

Em São Petersburgo, serão realizadas oficinas, aulas-mestras, exibições de filmes, performances e concertos com estudantes russos de todo o país. O All-Star Global Concert reunirá artistas de toda a Rússia, da região e do mundo, criando uma mistura única de música que certamente irá contribuir para um evento memorável, com a participação de lendas como o Embaixador da Boa Vontade da UNESCO, Herbie Hancock, e do jazzista russo Igor Butman.

A UNESCO tem o prazer de colaborar com o Instituto de Jazz Thelonious Monk, com a cidade de São Petersburgo e com a Fundação Igor Butman para a comemoração do Dia Internacional do Jazz de 2018.

É o meu desejo que você possa se juntar a nós para que, juntos, possamos celebrar este importante dia, que pode nos aproximar um pouco mais.

Fonte: UNESCO

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Dossiê Serra da Barriga, Parte Mais Alcantilada – Quilombo dos Palmares.


A publicação traz o conteúdo da pesquisa sobre a Serra da Barriga, em União dos Palmares (AL), reconhecida como Patrimônio Cultural do MERCOSUL, desde 2017. O estudo foi realizado em parceria pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Cultural Palmares, responsável pela administração do Parque Memorial Quilombo dos Palmares. O local é reconhecido como símbolo de luta e resistência dos escravos no Brasil e referência cultural dos nossos povos afrodescendentes.


A instalação do Comitê Gestor da Serra da Barriga, realizado no ultimo dia 27, conta com representantes de comunidades de capoeiristas, religiões de matriz africana, quilombolas, junto a membros de instituições parceiras, das três esferas do governo. O Plano de Gestão da Serra da Barriga prevê a instalação de um Centro de Interpretação de Referências Culturais Afro-brasileiras, a partir de um concurso internacional de projetos. O Comitê também se propõe a desenvolver um projeto de turismo de base comunitária, com as comunidades locais. “O reconhecimento da Serra da Barriga como Patrimônio Cultural do MERCOSUL gera uma nova dinâmica de atuação interinstitucional dos parceiros já envolvidos na gestão do sítio, além de incorporar novos atores nas ações de valorização do local”, destaca o diretor do Departamento de Cooperação e Fomento do Iphan, Marcelo Brito.

Fonte: IPHAN


Clique na imagem para descarregar Dossiê

Serra da Barriga

Alagoas possui um rico acervo arqueológico com vestígios de ocupação humana de mais de oito mil anos. Sobressaem-se os sítios líticos e cerâmicos, e de pintura rupestre. Entre eles, estão os grafismos rupestres da região ribeirinha do rio São Francisco. Nos matacões e abrigos sob as rochas do São Francisco, são encontrados painéis que intercalam elementos gráficos de diferentes tradições rupestres. Destacam-se, também, as diversas oficinas líticas presentes no Estado, atestando uma importante diversidade comportamental pré-histórica.

O patrimônio arqueológico apresenta alta incidência de sítios contendo componentes de cemitérios, indígenas representados pela grande quantidade de urnas funerárias frequentemente encontradas, as chamadas “igaçabas”, especialmente na região do Agreste Alagoano. Nesta região, vêm sendo identificados vários sítios arqueológicos especialmente nos municípios de Arapiraca, Anadia e Limoeiro de Anadia.

No Estado, há um vasto campo para pesquisas de arqueologia histórica como os vestígios da ocupação holandesa, entre eles o Forte Maurício sobre o qual foi construída a cidade de Penedo. Ao longo de 2010, foram feitas intervenções no sítio Bica das Freiras, importante estrutura de fornecimento de água para a antiga vila. O mesmo acontece nas regiões relacionadas à presença do Quilombo de Palmares, sendo excepcionalmente importante a Serra da Barriga que é objeto de pesquisa, há décadas.

A diversificação das atividades econômicas locais levou à realização de diversos projetos de arqueologia preventiva, contribuindo para ampliar o mapa do patrimônio arqueológico alagoano. Impulsionado pelas descobertas, o Iphan atua na região com a equipe da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) desenvolvendo pesquisas. Entre os resultados obtidos, observa-se a presença de grande quantidade de material cerâmico associado à tradição Aratu, em sítios onde a presença de urnas funerárias é marcante.

Serra da Barriga - Localizada no município de União dos Palmares, foi inscrita no Livro do Tombo Arqueológico, Etnografico e Histórico, em 1986. Entre os séculos XVII e XVIII, negros, brancos e índios organizaram a República dos Palmares. Começou a constituir-se em 1630, durante o período de lutas contra os holandeses e da economia canavieira. No século XVIII, estabeleceu-se na Serra da Barriga o Quilombo dos Macacos, sede do Quilombo dos Palmares.

O governador eleito e vitalício, Zumbi, e seu comando superior residiam na capital, a Cidade Real dos Macacos, atual União dos Palmares. A população total chegou a 30.000 pessoas, agrupadas em povoados. Em torno de cada um deles existia uma área de agricultura e pecuária onde todos trabalhavam. Não podendo lutar contra o Exército e suas armas bélicas, os quilombolas palmarinos foram exterminados em 14 de maio de 1697. Ainda se conservam, nas proximidades da Serra, as últimas pedras das trincheiras onde se abrigaram durante a luta.

Fonte: IPHAN

quarta-feira, 14 de março de 2018

Mulheres Quilombolas e Identidades Culturais


O projeto propõe uma série de intervenções voltadas para a inclusão produtiva das mulheres do Quilombo Tabacaria, comunidade situada no município de Palmeira dos Índios (AL), composto por 89 (oitenta e nove) famílias, sendo uma das comunidades tradicionais que mais cristalizam a  exclusão social no Estado de Alagoas. Sem acesso às oportunidades de formação educacional, às tecnologias econômicas, produtivas e hídricas, imersos em um ambiente de baixa autoestima e ausência de oportunidades de ascensão social, a melhoria na qualidade de vida destas pessoas se mantêm como um horizonte distante e inalcançável. A histórica invisibilidade frente às iniciativas públicas propiciou a marginalização dessa população, que, ao longo dos anos, foram perdendo a capacidade organizativa comunitária, fragilizando o conjunto das suas estratégias de segurança alimentar e geração de trabalho e renda – processo quase sempre acompanhados pela perda de identidade cultural e distanciamento de suas práticas e conhecimentos ancestrais.

Nesse contexto, torna-se necessário promover o associativismo e a economia justa e solidária através da inclusão produtiva das mulheres quilombolas, criando laços e parcerias capazes de idealizar e implementar empreendimentos sustentáveis que utilizam e preservam seus recursos tangíveis - territoriais, ambientais, climáticos, econômicos - e Intangíveis - organização comunitária, relações solidárias, luta por direitos e traços identitários e culturais diferenciais - presentes na comunidade.

Para tanto, apresentamos essa proposta de intervenção que procura disponibilizar instrumentos que contribuirão para o processo pedagógico de aprendizagem e de geração de trabalho e renda das mulheres por meio da implantação e gestão de 04 (quatro) unidades de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável - PAIS, do levantamento e promoção dos potenciais turísticos étnicos e culturais do quilombo através da construção de roteiros turísticos, realização de 03 exposições fotográficas e a produção de 01 vídeo promocional/ voltado para o incentivo ao turismo, conciliando a construção de cardápio local com o fomento a estruturação de 01 (uma) cozinha/restaurante comunitário e implementação e gestão de 01 (um) Fundo Rotativo Solidário das Mulheres Quilombolas.

A missão principal do Projeto é capacitar e assessorar o grupo de mulheres nessa jornada rumo ao desenvolvimento, reencontro de sua identidade ancestral e cidadania, e conforma-se como um capital de giro cedido às mulheres para que possam desenvolver empreendimentos solidários. Os empreendimentos serão geridos pelas mulheres de maneira associativa, rotativa e alternada, como forma de valorização e utilização do patrimônio social, cultural e ambiental do Quilombo Tabacaria. Para tanto, foram estabelecidas uma série de parcerias com organizações da sociedade civil organizada, do poder público municipal e federal.