quinta-feira, 30 de março de 2017

Lêdo Ivo: O Imortal do mormaço e das ruas tortas de Maceió-AL


O Grupo Cultural Órbita Literária, convida para a
ÓRBITA LITERÁRIA 196:

Lêdo Ivo
O Imortal do mormaço e
das ruas tortas de Maceió-AL


Ministrante: Ernani Viana da Silva Neto*


Lêdo Ivo foi crítico literário, memorialista, jornalista, ensaísta, poeta, romancista, tradutor e cronista. Nasceu em 18 de fevereiro de 1924 em Maceió-AL, vindo a falecer em Sevília, Espanha, em 23 de dezembro de 2012. Depois de nove tentativas consecutivas foi aclamado, em 1986, para ocupar a cadeira de número 10 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo Orígenes Lessa. Foi pertencente da Geração de 45, considerado por muitos como a melhor expressão desta.
João Cabral de Melo Neto considera que a função autoral dos poetas pertencentes ao grupo de 45 servisse como extensão inventiva dos poetas e escritores dos anos 30, muito embora esta linha histórica rompesse com a anarquia linguística dos primeiros modernistas, que desse voz novamente a tradição lírica e que pusesse novamente o “sublime contra o prosaico”; o “universal contra o nacional ou o regional” e o “inefável contra o tangível” colocando as potencias individuais em evidencia na caracterização dos versos, dos ritmos, dos estilos e na musicalidade das obras de cada poeta.
Neste sentido, Lêdo Ivo ganha distinção ao aliar os elementos imaginativos e vividos em sua terra natal com o rigor estilístico das mais diversas escolas, o que o fez entrar para história como poeta universal e alagoano. Ao observar as particularidades telúricas de Lêdo Ivo, Ivan Junqueira identifica a partir de um de seus marcos poéticos, o livro Finisterra (1972), enquanto: “ [...] uma das obras mais importantes de toda poesia brasileira que se escreveu na segunda metade no século XX. É por assim dizer, o livro que marca o regresso definitivo do autor as suas origens e, talvez, o mais comovido dentre os que nos deixou até agora.” além do endosso de Valter Hugo Mãe quando este mesmo afirma que: “Lêdo Ivo é um dos melhores poetas do mundo e quase me mata de delicadeza”

* Ernani Viana da Silva Neto é Turismólogo e Pesquisador Cultural. http://ernaniviana.blogspot.com.br/

SERVIÇO - Órbita Literária 196


                                                                               

Painelista: Ernani Viana da Silva Neto
Tema: Lêdo Ivo: O Imortal do mormaço e das ruas tortas de Maceió-AL
Dia: 3 de abril de 2017, segunda-feira, às 20 horas
Local: Livraria e Café Do Arco da Velha
Rua Dr. Montaury, 1570, Centro, Caxias do SulRS Tel.: (54) 3028 1744

Entrada franca

Contato: grupoculturalorbitaliteraria@gmail.com  | https://www.facebook.com/orbitaliteraria/





Programação de Abril de 2017




Programação de 2017 - Clique na imagem para acessar





segunda-feira, 27 de março de 2017

Museu e Turismo - 2014 - Publicação IBRAM - Instituto Brasileiro de Museus

Museu e Turismo - 2014

O Instituto Brasileiro de Museus disponibiliza a publicação Museus e Turismo – estratégias de cooperação, atualizada em 2014, cuja elaboração teve em seu horizonte a interação das duas temáticas e as oportunidades de entrelaçamento dos setores para uma atuação cooperada.
O objetivo geral é facilitar a comunicação entre os profissionais que atuam na área dos museus e na área do turismo, de modo a construir uma relação dialógica, de trocas e aprendizagem benéficas a ambos os setores.

Clique na imagem para descarregar o arquivo.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Nordeste: Cordel, Repente, Canção | 1975



''Nordeste: Cordel, Repente, Canção" é um filme de Tânia Quaresma que apresenta diversos aspectos da arte popular nordestina. Viajando pelo interior de diferentes Estados, indo ao encontro de cantadores, repentistas, rabequeiros, emboladores e cordelistas que em suas criações expressavam a força singular da cultura popular nordestina.

O filme coloca diante das câmeras Cego Oliveira cantando ao som de sua rabeca, as crianças Caju e Castanha apresentando emboladas tocadas ao pandeiro, o repentista Pinto do Monteiro dedilhando a viola enquanto versa sobre si mesmo, além de Agapito Correa, construtor de todo tipo de instrumento musical utilizado no interior do Nordeste ( viola, rabeca, rabecão, acordeom, etc). Agapito inclusive apresenta às câmeras a ´´ pancadaria``, instrumento percussivo que ele havia construído unindo tarol, caixa, pratos, pedais e tambor.

A ideia do documentário é ´´ trazer para o nosso mundo urbano, o vasto mundo do povo sertanejo`` segundo a autora, apresentando os músicos tocando nas praças das cidades em que viviam, nas ruas, em meio às feiras ou em suas casas. O filme enquadra em suas cenas diferentes paisagens que fazem parte do universo sertanejo nordestino distantes da pulsação dos espaços urbanos e imprime a dimensão musical destes espaços através da presença dos sons que se fazem por ali entre seus habitantes. Timbres, formas melódicas, harmonias que compõe uma audibilidade própria da região Nordeste.

Além disso, o compositor Zé Ramalho, à época conhecido como Zé Ramalho da Paraíba participou da produção do filme no sentido de estabelecer os primeiros contatos com muitos dos músicos que aparecem ao longo do documentário. Ele também participou da trilha sonora, tocando viola e cantando um martelo alagoano de autoria atribuída à Zé Limeira ( 1886-1854), acompanhado pelo som do tricórdio de Lula Cortes. Durante este período Zé vivia em Recife e estava produzindo o álbum ‘’ Paêbiru: Caminho da Montanha do Sol” assinado por ele e Lula Cortes e lançado pelo Selo Solar em 1975.

Este filme foi copiado em DVD mediante autorização legal da Cinemateca da Fundação Joaquim Nabuco-PE durante a realização da pesquisa de mestrado em história ‘’ A caminho do planetário: uma história das paisagens sonoras e poéticas de um Nordeste Psicodélico ( Recife 1972-1976)” do historiador Henrique Lopes, que está sendo finalizada na UFRN e será publicada em breve.

Créditos:
Companhia(s) produtora(s): Filmcenter Cinematográfica Ltda.; VASP
Produção: Quaresma, Tânia
Direção de produção: Ramalho Jr., Francisco

Produção - Dados adicionais
Financimento/patrocínio: VASP; Embrafilme - Empresa Brasileira de Filmes S.A.
Gerente de produção: Ramalho Jr., Francisco
Motorista: Antônio; Davino

Companhia(s) distribuidora(s): Embrafilme - Empresa Brasileira de Filmes S.A.

Roteiro: Quaresma, Tânia

Direção: Quaresma, Tânia

Direção de fotografia: Kodato, Lúcio
Câmera: Kodato, Lúcio; Quaresma, Tânia
Assistência de câmera: Malzoni, Zetas; Nunes, Francisco Balbino

Direção de som: César, Antônio
Som direto: César, Antonio
Mixagem: Goulart, Walter

Montagem: Goulart, Walter
Edição: Goulart, Walter
Assistente de montagem: Cardoso, Nara Adiles

Letreiros: Horta, Maria Rita


Locação: PE; PB; CE