segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

LACAN, FREUD E JUNG: Entrevistas e Documentários

Sigmund Freud | Análise de uma mente (1995)




Sinopse:
Quando o doutor Sigmund Freud começou a perguntar aos pacientes sobre os sonhos deles, seus colegas de Viena tacharam-no de louco. No entanto, poucos sabiam que muitas de suas percepções mais perturbadoras e revolucionárias eram fruto de uma auto análise, pois ele mesmo tinha várias neuroses.
Persistindo nas indagações, seguiu os sonhos até suas raízes, o inconsciente. Ao fazê-lo, inventou a psiquiatria moderna.
Produzido pela BIO. THE BIOGRAPHY CHANNEL, “Freud: análise de uma mente” revela detalhes da vida e da psique do pai da Psicanálise. O documentário traz ainda trechos do único relato em vídeo que Sigmund Freud gravou, aos 81 anos, falando sobre sua carreira.

Fonte: Filmow

Um encontro com Lacan (2011)



Gênero: Documentário
Subgênero: Educativo
Diretor: Gerard Miller
Duração: 52 min    
Ano: 2011
País: França
Sinopse: Esse filme sobre o psicanalista e psiquiatra Lacan, mostra sua vida cotidiana através de relatos de seus pacientes, alunos, amigos próximos e família. Nascido na virada do século XX, no seio de uma família burguesa católica, Lacan tinha um conhecimento enciclopédico e treinado como psiquiatra. Ele era amigo de Picasso, Lévi-Strauss e Sartre. Mas, apesar de ser um brilhante psicanalista e marcante na teoria e na prática, seus próprios colegas o condenavam, como se ele fosse o demônio. O diretor Gérard Miller ainda estava no colégio quando conheceu Lacan pela primeira vez. Aos vinte anos, seu irmão mais velho, Jacques-Alain Miller, tornou-se um dos alunos mais leais de Lacan. Poucos anos depois, Jacques-Alain casou com sua filha, Judith. Depois de quarenta e cinco anos, Gerárd Miller ainda tem os mesmos sentimentos por Lacan: "Ele era um homem absolutamente incrível. Eu fiz esse filme para que o maior número de pessoas possa saber mais sobre ele". Hoje, Lacan é considerado o mais moderno, estimulante e até mesmo o mais controverso dos psicanalistas. Ao assistir ao documentário, os espectadores verão por eles mesmos que Lacan mereceu completamente a sua reputação.

Classificacao Indicativa: 12 anos

Fonte: Curta!

Carl Gustav Jung:  FACE TO FACE / BBC / OUTUBRO DE 1959


Trata-se de uma entrevista realizada por Jonh Freeman na residência de Jung, na cidade de Zurique, Suíça, em outubro de 1959. A entrevista acontece num tom um tanto intimista e Jung fala sobre diversos assuntos, incluindo sua relação com Freud, destacando o início da amizade entre os dois e os motivos pelos quais aquela amizade, do seu ponto de vista, jamais poderia durar.

PRODUÇÃO: BBC |

DURAÇÃO: 39 MIN.

Fonte: Filosofando!

ENTREVISTA AGOSTO DE 1957


O vídeo tem duração de 1 hora e 17 minutos e é composto por trechos selecionados pelo Dr. Merril Berger da entrevista concedida por Carl Gustav Jung, entre os dias 5 e 8 de agosto de 1957, em Zurique, Suiça, ao Dr. Richard I. Evans, do Departamento de Psicologia da Universidade de Houston. Jung fala sobre sua parceria com Sigmund Freud, sobre os insights que teve ouvindo os sonhos dos seus pacientes, e sobre questões de sua própria vida.

Fonte: Filosofando!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Afinal, cultura é prioridade ou não em Caxias do Sul? Jornal O Pioneiro 11/02/2017

Após anunciar cortes para eventos históricos, Daniel Guerra coloca ponto de interrogação no futuro da produção cultural da cidade. Veja o que dizem estudiosos

Imagem dos clientes sentados em cadeiras nas caçambas de caminhões em frente o Bar Zanuzi 
correu o Brasil e gerou reações bem-humoradas e irônicas nas redes sociais
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Cultura não é 'dinheiro morto'

Os especialistas ouvidos pelo Pioneiro são unânimes em concordar que os eventos têm realmente de buscar a independência das verbas do Executivo e serem autossustentáveis.  

(...)

O turismólogo e pesquisador Ernani Viana da Silva Neto pondera também que a cultura não é uma área com "dinheiro morto", e que apostar nela é benéfico para a própria população, que consome e deixa recursos que são revertidos para o desenvolvimento da cidade:

A prefeitura tem de fomentar o ambiente para que as coisas aconteçam, para que a produção circule, e ser a mediadora da convivência. A cultura é estratégica para qualquer gestão porque ativa a economia, não é dinheiro morto. Não fosse assim, não teria uma secretaria.

Saiba mais clicando na imagem abaixo



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Carnaval de Caxias do Sul: Pela garantia da festa, da folia e do encontro.



A complexificação da vida nas cidades industriais dá seguridade institucional e jurídica para além das necessidades básicas, por atribuir ao poder público a capacidade de criar as condições para que a cultura local, e as expressões artísticas a ela associada, aconteça. Para citar uma bibliografia trivial, a UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura a qual o Brasil é signatário, no documento Recomendação sobre a Participação dos Povos na Vida Cultural, de 1976, garante a Livre Criação sendo definida como “as oportunidades concretas garantidas a todos – grupos e indivíduos - para que possam expressar-se livremente, comunicar, atuar e engajar-se na criação de atividades, com vistas ao completo desenvolvimento de suas personalidades, a uma vida harmônica e ao progresso cultural da sociedade”, e o Direito a Fruição que consiste nas “oportunidades concretas disponíveis a qualquer pessoa, particularmente por meio da criação de condições socio-econômicas apropriadas, para que possa livremente obter informação, treinamento, conhecimento e discernimento, e para usufruir dos valores culturais e da propriedade cultural.” Seguindo ainda neste sentido a Recomendação sobre o Status do Artista, de 1980, endossa a “ajudar a criar e sustentar não apenas um clima de encorajamento à liberdade de expressão artística, mas também as condições materiais que facilitem o aparecimento de talentos criativos.”

Embora estas recomendações estejam sendo estimuladas ha quase quarenta anos, uma curiosa postura política vem norteando as ações dos prefeitos brasileiros nos anos mais recentes, o remanejamento dos recursos públicos destinados aos festejos carnavalescos para atender outras pastas da gestão municipal. Esta atitude aparece, midiaticamente, como um aproveitamento racional e eficiente dos recursos pelos chefes do executivo, objetivando uma grande satisfação popular, já que a defasagem assistencial pública lhe parecerá ser sanada. Caxias do Sul também entrou na ciranda da demagogia.

No dia primeiro de fevereiro de 2017, em entrevista dada a rádio São Francisco, o prefeito de Caxias do Sul Daniel Guerra, ao avaliar seu primeiro mês de trabalho, expõe sua pretensa isenção de responsabilidades com a área ao afirmar que “a cultura não depende de recursos financeiros, e sim, da iniciativa da população e da comunidade." A declaração vem em decorrência da primeira atitude desta gestão para com a cultura ter sido o cancelamento total do apoio em infraestrutura e premiação para as escolas de samba do município. Uma atitude que, segundo nosso entendimento, revela uma miopia estruturada na recusa em aceitar o protagonismo de outras reivindicações étnicas existentes nas comunidades.

As atuais festas temáticas existentes no Rio Grande do Sul são subsidiárias da estética e da linguagem carnavalesca. Na serra gaúcha, para exemplificar o empírico e o comprovado, o próprio Joãozinho Trinta, em 2002, esteve presente em Gramado para instruir o Natal Luz, presença esta que foi preenchida por outros carnavalescos de Porto Alegre.

Depois da Festa da Uva, que também conta com a mão de obra de qualificada de profissionais que pensam temas e alegorias, o Carnaval de rua é o segundo evento mais expressivo da cidade, pois conta com nove escolas de samba (Tia Marta, Acadêmicos do Arsenal, Acadêmicos XV de Novembro, Acadêmicos do Pérola Negra, Acadêmicos Filhos de Jardel, São Vicente, Mancha Verde, Incríveis do Ritmo e Protegidos da Princesa), quatro blocos (Maracaxias, Bloco da Ovelha, Bloco da Velha e Mardi Gras do Mississipi) e festas em ambientes privativos (Clube Juvenil e Juventude). Enquanto que no primeiro, os trabalhadores e trabalhadoras mais empobrecidos aparecem empurrando os carros alegóricos, no segundo eles são Reis, Rainhas e Princesas na avenida.

A contemporaneidade nos propicia a unicidade das técnicas e convergência de momentos para articular centro-periferia e com ela a possibilidade de ganhos materiais, simbólicos e reconhecimentos de cidadania. Gerir a cidade perpassa por estas questões de convívio e criar as estratégias de aproximação. Por esta falta de percepção, os índices estatísticos nos alertam que a cidade tem acontecimentos indesejáveis nos dias de gratuidade do transporte publico e alto índice de suicídios. Estamos apartados do outro e de nós mesmos. Já que somos constituídos pelas marcas que em nós resultam pelo encontro dos corpos, qual outro momento, senão o Carnaval, Caxias do Sul teria para se ver e se reinventar?

Neste sentido que orientamos os gestores públicos da cidade em rever suas posições quanto à recusa de apoio ao Carnaval da cidade, pois, assim como Hefesto, Deus do trabalho e da metalurgia, foi reconduzido por Dionísio ao Olimpo seguido de grande alegria foliã, Caxias poderá ter seus dias de redenção. Evoé Dionísio! Evoé Caxias do Sul!

Caxias do Sul, 02 de fevereiro de 2017.
Dia de Iemanjá