segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

20 anos sem Chico Science | 02 de fevereiro de 2017


No dia 13 de março deste ano Chico Science faria 51 anos. Não é difícil imaginar o que ele estaria produzindo atualmente, já que tinha como traço incorporar novas tecnologias a musicalidade tradicional pernambucana. Sua morte precoce, aos 30 anos no fatídico 02 de fevereiro de 1997 em Olinda-PE, não impediu que sua vida e obra influenciassem também o milênio seguinte.

No final dos anos 80, e inicio dos 90, Recife era considerada a quarta pior cidade do mundo para se viver. Sem se ressentir, Chico tornou-se o grande articulador de uma geração ao plugar ritmos, vocabulários, comportamentos e ressignificações identitárias.  Sua composição rítmica evocavam os maracatus, emboladas e o rap. Nas letras viam-se personagens da marginalidade e das lendas urbanas contextualizadas na dinâmica da urbe como o “galeguinho do coque” e a “perna cabeluda”.

Chico cantou sua aldeia e inseriu o Recife na rede multicultural planetária, eu, como fã, disponibilizo abaixo documentários e reportagens que refletem as melhores histórias do Movimento Manguebeat. 

Chico EBC - 50 Anos

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Música e o Palco Amniótico.

Atualmente o consumidor de música tem a sua disposição grande parte da produção mundial contemporânea disponibilizada na web. O navegador usufrui desta de forma gratuita, paga por um twitte ou alguns poucos Reais debitados em cartão de crédito. Pode-se buscar músicas, nas mais diversas plataformas, por estilos, opções políticas, países, regiões, estados e municípios.

Com aumento da escala potencial de alcance do consumo, advinda com a agilidade funcional da sociedade em rede, o artista e produtores culturais ampliam sua esfera de influencias e ata ao corpo da cidade seu universo referencial e simbólico. Para eles a cidade se torna uma espécie de “palco amniótico” que alimenta sua performance. Para deixar esta ideia mais clara disponibilizo abaixo três programas que exemplificam bem tudo isto, curta!: 



A rural Willys 1969, pilotada pelo apresentador Roger de Renor, conduz os convidados do Som na Rural pelas ruas de capitais e cidades do nterior do Nordeste brasileiro até o ponto em que cada um dos artistas convidados do programa fará uma apresentação musical. O objetivo é oferecer ao público transeunte um repertório diferenciado, fruto do trabalho de artistas que têm a chance de tocar suas músicas e contar sobre sua trajetória.



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O programa 360 apresenta bandas independentes da nova e crescente cena musical de Caxias do Sul/RS. De maneira informal, o 360 registra a performance ao vivo, as vertentes e os estilos dos músicos da cidade. O programa é exibido no canal Music Box Brazil, todas as quintas-feiras, às 23h30.



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O projeto registra as diferentes faces que compõem o universo da música produzida no Rio Grande do Sul. É fruto de uma pesquisa que envolve os elementos e a linguagem musical presente em tradições ancestrais e folclóricas do território gaúcho, transmitidas pela interação entre diferentes povos, como espanhóis, portugueses, índios, africanos, italianos e alemães, entre outros, e seus contextos, como o rural e o urbano. O conteúdo produzido para diferentes plataformas mostra as características plurais da música produzida no Estado, comprovando o quanto ela é universal e, acima de tudo, brasileira.



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Bônus track: clique na imagem para acessar