terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Hospitalidade – Desafio e Paradoxo. Por uma cidadania ativa e universal | Revista IHU On-Line - 499


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Tema de Capa

Alain Montandon: Hospitalidade, a difícil e necessária dádiva da reciprocidade
Magali Bessone: A necessidade da participação como critério prévio à cidadania
Marco Dal Corso: A emergência de uma humanidade atravessada pela hospitalidade
Placido Sgroi: Um símbolo radical da condição humana
Claudio Monge: Hóspede, aquele que acolhe e é acolhido
Faustino Teixeira: O sagrado dever da hospitalidade
Gustavo de Lima Pereira: O inimigo e o ladrão na figura do estrangeiro

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

April Child - Maracatu Nação do Amor | Moacir Santos

Moacir Santos
(26 /07/ 1926 - Flores – Pernambuco | 06 / 08/ 2006 Pasadena - Califórnia)
Arranjador, compositor, maestro e multi-instrumentista brasileiro.

A genialidade do povo brasileiro não tem limites. Imagine: Compor em inglês, conseguir inserir na letra riqueza poética, transpor para o português em um outro universo temático e deixar a obra tão brilhante quanto a anterior, sim Moacir Santos conseguiu, a prova está logo abaixo. Aprecie sem moderação.


April child

April child/ I saw the future when you smiled/ A shining promise fresh and new/ Is hiding in the depth of you

April skies / Have softly settled in your eyes / A subtle hint of things to come / A glimpse of the millenium

You're the glow of hope / That tomorrow brings / You're a heart that loves /And a soul that sings

Sweet April child / A sketch of nature running wild / You'll take tomorrow in your hands/ And leaves your footprints in the sands

You'll unchain/ The rainbows that replace the rain/ You'll make this world of worth less joy / Exciting as a Christmas toy/ All my doubts and fears/ Will be reconciled / If I spend my life/ With this April child 

Criança de abril

Criança de abril/ Eu vi o futuro quando você sorriu/ Uma promessa brilhante, fresca e nova / Está se escondendo na profundidade de ti.

Céus de abril / Acalmou-se suavemente em seus olhos/ Uma sutil sugestão de coisas por vir / Um vislumbre do milênio

Você é o brilho da esperança / Que amanhã traga/ Você é um coração que ama/ E uma alma que canta

Doce criança de abril, / Um esboço da natureza correndo selvagem/ Você vai levar o amanhã em suas mãos/ E deixar suas pegadas nas areias.

Você vai soltar/ Os arco-íris que substituem a chuva/ Você vai fazer neste mundo de alegria sem valor/ Emocionante como um brinquedo de Natal/ Todas as minhas dúvidas e medos/ Serão reconciliados/ Se eu passar a minha vida / Com esta criança de abril


Maracatu Nação do Amor

Quem vem lá/ Surgindo lá de trás do mar? / Será a Calunga, num vapor,/ Trazendo de Luanda o amor?/ Ê, gonguê, / Repica aí que eu quero ver / Moenda quero ver virar / Na hora em que o amor chegar.

O amor é rei / Nosso rei bantu / Sua voz é lei / No maracatu

Ê, Sinhá, / Prepara o caranguejo uçá / Refoga e escalda o sururu /Apura o vinho de caju.
Ê, Iaiá / Da ilha de Itamaracá, / Prepara a rede de tucum / Que o amor veio embolar mais um.

O amor é rei / Nosso rei bantu / Sua voz é lei / No maracatu

O amor é rei / Nosso rei bantu / Sua voz é lei / No maracatu

Ah mas quem vem lá  / Surgindo lá de trás do mar?/ Será a Calunga, num vapor, / Trazendo de Luanda o amor? / Ê, gonguê, / Repica aí que eu quero ver / Moenda quero ver virar / Na hora em que o amor chegar. 

O amor é rei / Nosso rei bantu / Sua voz é lei / No maracatu / maracatu

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

São Luís do Maranhão de Ferreira Gullar

Ferreira Gullar
Poeta, crítico de arte e ensaísta brasileiro.
10 de setembro de 1930 (São Luís – MA) - 04 de dezembro de 2016 (Rio de Janeiro – RJ)

"A poesia é, na verdade, um modo especial de relacionar- se com a realidade, de inventá-la. Talvez o que a distinga dos demais gêneros seja a sua excepcionalidade e a busca do essencial.”


São Luís do Maranhão de Ferreira Gullar

O filme mostra as ligações da vida e da obra de Gullar com a cidade em que nasceu e onde morou até os 21 anos.

Direção: Helder Aragão e Marcelo Gomes
Gênero: Documentário

Ano/País: 1997 - Brasil.




Bonus Track

São Luís Caleidoscópio


Uma explosão de luz, cores e ritmos. Um filme impressionista marcado logo no início pelo ritmo hipnótico da matraca, passando pelo reggae, ladainha, tambor de crioula, pelos metais do boi de orquestra até desembocar no ritmo dolente e chorado do lelê de São Simão. Cada plano demora na tela apenas o tempo para ser lido e às vezes nem isso. A cidade de São Luís, seu casario colonial, as várias faces de sua cultura popular se sucedem. Em alguns momentos, as imagens têm a função de contas coloridas no fundo de um caleidoscópio girando velozmente.

Direção: Hermano Figueiredo

Ano: 2000; Local:  Maranhão – Alagoas,  Duração: 8‘; Gênero: Experimental

Recebeu o Prêmio  de melhor montagem no e melhor fotografia, no Cine PE,  em  2001.