sexta-feira, 29 de abril de 2016

Mestre Benon, Patrimônio Vivo de Alagoas, morre aos 79 anos.



Vídeo documentário sobre o Mestre Benom do Guerreiro treme Terra de Alagoas. Autoria de Nicolle Freire e Celso Brandão. O Guerreiro é um auto natalino genuinamente alagoano, de caráter dramático, profano e religioso. È uma junção de elementos dos pastoris, cheganças, quilombos, caboclinhos, e na opinião dos estudiosos do folclore se trata de um reisado moderno.



Nome: Benon Pinto da Silva

Conhecido como: Mestre Benon

Atividade reconhecida: Mestre de Guerreiro

Local e data de nascimento: Cabo/PE, 13/07/1936

Endereço: Conj. Ary Vieira, 16, Chã da Jaqueira, CEP 57045-260, Maceió, Alagoas

Localização: Região Metropolitana

Contato: (82) 3338-2377 / 8831-4741 / 9999-5450

Registro: Resolução nº 03/2006, Livro de Tombo nº 05, à folha 08 frente, a partir de 15 de março de 2006.

Histórico: Nasceu na cidade de Cabo/PE, filho de José Pinto da Silva e Maria Francisca da Conceição, no dia 13 de julho de 1936. Bem novo veio morar em Alagoas, terra que adotou como sua , de coração. Foi em Alagoas que conheceu o guerreiro no município de Cajueiro pois era o local onde aconteciam muitas festas.

Aos sete anos metia-se no meio das brincadeiras, mas só se interessava pelo guerreiro. Aos dez anos foi caboclinho no guerreiro da mestra Joana Gajuru, depois vassalo, índio Peri, embaixador. Antônio Henrique, João Inácio, Adelmo, Francisco do Jupi, entre outros, foram mestres que muito o ensinaram.

Na década de 80 criou o afamado guerreiro “Treme-Terra de Alagoas”, no bairro da Chã de Bebedouro, com ensaios aos sábados.

Segundo ele, para o guerreiro ser bonito, tem que ter mais de 35 participantes. Mas hoje é muito difícil montar um guerreiro assim, pois os jovens não se interessam mais em dançar.

Por seu trabalho, conhecimento e perseverança, foi reconhecido como “Patrimônio Vivo”, através da Lei do Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Alagoas em 2006.

Diz que só pára seu guerreiro no dia que Deus quiser e canta com emoção uma das suas peças preferidas, feita depois que ficou desabrigado em conseqüência de fortes chuvas na capital alagoana – “deixei a mulher e foi salvar minha sanfona”.

“ Ó minha gente
Eu sou das Alagoas
Eu tou arranchado
No Ginásio Estadual
Morava na Brejal
Eu agora vou falar
Vocês foram me chamar

Pra brincar na UFAL”.


Veja também: 

O Guerreiro Alagoano - http://goo.gl/gtfFrD
Patrimônio Vivo de Alagoas, Mestre Benon morre aos 79 anos em Maceió - http://goo.gl/Ftwpe0
Considerado Patrimônio Vivo de Alagoas, morre aos 79 anos o mestre Benon - http://goo.gl/Dw8w07
Parte do Índio Peri do Guerreiro | Avisos, Peças e Embaixadas | Segundo Mestre Verdelinho e D. Vitória - http://goo.gl/b2wWba

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Chico Science - Caranguejo Elétrico



No próximo sábado, dia 12 de março (2016), a Globo Nordeste presta mais uma homenagem ao saudoso Chico Science, que se vivo fosse completaria 50 anos em 2016. Depois do programa Altas Horas, a emissora e as afiliadas de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará exibirão o documentário Chico Science - Caranguejo Elétrico.

O filme, que tem 86 minutos, é um co-produção da Globo Nordeste, RTV e Globo Filmes, e relata a vida e obra do fundador do manguebeat. Na noite da última segunda-feira (7), amigos, familiares e convidados tiveram a oportunidade de conferir a pré-estreia do documentário em uma das salas de cinema do Shopping Tacaruna.

Com depoimentos de ícones da música nacional, como Gilberto Gil, Jorge Mautner, Arnaldo Antunes, os Paralamas do Sucesso e dos próprios companheiros da curta mas brilhante carreira, como Fred Zero Quatro, Jorge du Peixe, Lúcio Maia e Dengue, o documentário é um passeio pelos momentos mais expressivos da vida de Chico.

Chico Science - Caranguejo Elétrico traz imagens de arquivo, gravações inéditas, depoimentos emocionantes e fotos que mostram um Chico que poucos conheceram. "Estamos emocionados com mais um evento sobre Chico", disse o irmão do artista, Jefferson de França, pouco antes da exibição do documentário.


"O filme tem um pouquinho de tudo. Vai fazer chorar, vai fazer rir, vai trazer sobretudo informação. (...) O mais legal do filme é que ele consegue dar uma dimensão que talvez as pessoas ainda não tenham de quem realmente foi o Chico e da importância da obra dele", encerrou o diretor do documentário, Zé Eduardo Miglioli.