segunda-feira, 13 de abril de 2015

Representantes de segmentos culturais debatem ocupação do prédio da MAESA*

A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria da Cultura, realizou na tarde de quarta-feira (18/03) mais um encontro para tratar sobre a ocupação do prédio da antiga Metalúrgica Abramo Eberle, a MAESA. Na Bibioteca Parque no Largo da Estação, foram ouvidos os representantes de segmentos culturais da comunidade, sugerindo novas ideias e esclarecendo dúvidas sobre o uso do espaço, que desde janeiro vem sendo trabalhado pela Comissão Especial Temporária para o Tombamento e Ocupação do Prédio da MAESA.


A secretária da Cultura, Rubia Frizzo, iniciou o encontro reforçando a importância do trabalho do Executivo e da Comissão Especial, também relembrou a todos da Lei de Transferência do Estado para o Município. Rubia, fez uma prestação de contas sobre o andamento do trabalho da Comissão, informando sobre as diretrizes definidas até o momento: sustentabilidade ambiental, sustentabilidade econômica e a preservação histórico cultural daquele patrimônio. “Agora o trabalho segue buscando as melhores formas de administrar o espaço, com a criação de um plano diretor e o estudo de um modelo de gestão””, explicou a secretária.



O encontro, que reuniu representantes de segmentos como teatro, artes visuais, cinema, música e coletivos, foi uma possibilidade de participação ativa da comunidade. “”Antes de definirmos o uso final da MAESA, precisamos pensar no conceito fundamental para o qual ela existe, e será utilizada a partir de agora. Precisamos trabalhar para que seja um espaço público de convivência e de apropriação da comunidade caxiense”, se manifestou o escritor, professor e ex-secretário municipal da Cultura, José Clemente Pozenato.


Luciano Balen, da área musical, comentou que ”existem diversos interesses no uso do espaço. “ Também temos que pensar na questão história e turística que a MAESA oferece ao município. Esse trabalho deve seguir sendo feito coletivamente e com muito planejamento. Caxias do Sul é uma cidade que precisa de mais espaços culturais e de convivência, porém, mais importante que isso, precisa de formação de público consistente e com vontade de absorver cada vez mais cultura””, destacou.

A museológa Tania Tonet, comentou que ”a MAESA não pode ser pensada em espaços divididos para cada entidade, organização ou interesse específico onde cada um busca um pedaço do prédio. “Esse é um momento divisor de águas em nosso município, pois permite uma construção coletiva que trata antes de tudo sobre qualidade de vida”, argumentou.”

Já a professsora Cleodes Piazza explanou que a MAESA cataliza a esperança, alegria e desejo de fazer o bom uso do espaço, que por muitos anos foi sonhado que voltasse à comunidade caxiense. “A edificação é a síntese da formação da nossa história, e o eixo principal do uso desse espaço deve ser a convivência entre todos””, afirmou.

Outras propostas e sugestões apresentadas foram a criação de um concurso público de arquitetura, realização de fóruns e seminário para debate da ocupação, a inserção social e educativa do espaço, a apropriação do espaço pela juventude, entre outros. “”Não queremos em nenhum momento dar um passo sem o pensamento inteligente e criativo de todos que puderem contribuir com essa construção. A soma de todas as ideias é o que irá trazer o melhor uso possível da MAESA para a população””, finalizou a titular da Cultura, Rubia Frizzo, agradecendo a todos pela participação e colaboração.

Secretaria da Cultura - Departamento de Comunicação - 20/03/2015 | 10:07
Crédito das imagens - ANTONIO LORENZETT

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