quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Mova-se, Aprenda e Coma

Tudo que se movimenta se transforma, uma boa viagem nos proporciona isso aprender novas coisas e experimentar novos sabores. Este videos expõem um pouco de uma experiencia pessoal e suas relações com os lugares visitados. Para assistir, basta clicar nas imagens.

 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Tambor AfroGaúcho



Costumo ficar atento as mensagens expressas no convívio urbano, como utilizam o espaço público e como materializam suas vozes em códigos, imagens e intervenções em seus diversos suportes. A mais recente surpresa foi na Cidade Baixa, bairro boêmio de Porto Alegre, a convite do meu amigo de mestrado Leandro Bazotti para conhecer as cervejas artesanais do Rio Grande do Sul, muito boas por sinal, mas isso é assunto para outra postagem. Encontro o cartaz, imagem acima, afixado no banheiro de um pub, sobreposto por diversos outros. Vi mãos espalmadas logo me veio a ideia do manuseio de um instrumento percussivo, além de confirmar a desconfiança percebo uma narrativa pronta de resistência do povo negro que tanto trabalhou por este país, e como a imagem ilustra, disputando sua visibilidade com tantas outras vozes. Vale assistir o documentário, aprendi em 2h o que não havia aprendido em quase dois anos morando por este torrão.






Clique na imagem para acessar o blog

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Quer conhecer uma cidade? Conheça seus artistas!



Não se trata de uma ode a cigarra, mas um convite a perceber as cidades para além dos guias turísticos, compreendendo assim o artista como seu principal mediador. O Flâneur sempre esta em busca de um, só assim descobrirá o que o liga, o que o ata na cidade e o faça sentir parte dela. “O viajante reconhece o pouco que é seu descobrindo o muito que não teve e o que não terá” já diria Italo Calvino em suas Cidades Invisíveis, uma bela visão, podemos complementar, discordando, com o fato de que se identificas com algo, aquilo passa a ser seu antropofágicamente.
Mas por que o artista? Percebo este enquanto agente capaz de expressar, nas mais diversas linguagens, sua relação com as formigas, esta relação é que faz pulsar toda dinâmica de uma cidade. Se as acolhem no frio ou a deixam foram do abrigo no inverno. Em tempos híbridos e ampliação dos fluxos, temos o formigarra ou a cigamiga, o artista empreendedor dos seus negócios.  Neste caso, o viajante tem de ir onde o artista está e descobrir suas falas, suas narrativas e seus construtos simbólicos. Não gosto do termo “alternativo”, pois acho que é um reconhecimento, às avessas, de circuitos oficiais e oficiosos. Toda uma cidade está manifesta em um poema, uma musica, um filme, uma dança, um baile. Como celebram a vida na noite revelam as relações travadas durante o dia. E vice-valsa.
Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, possui uma dinâmica urbana incrível embora sua imagética ainda esteja voltada para o ruralismo campeiro e a colheita da uva. Claro, a cada dois anos este rito se atualiza com a Festa Nacional da Uva e anualmente com as celebrações dos festejos farroupilhas no mês de setembro.
Irei expor aqui alguns grupos musicais que aqui conheci e dos festivais que aqui acontecem, que poderiam perfeitamente compor a atratividade turística da cidade. Clique nas imagens para acessar seus sites.


Festival Brasileiro de Música de Rua












Mississippi Delta Blues Festival











Bloco da Velha














Projeto Ccoma


Cuscobayo












domingo, 22 de setembro de 2013

Canto para uma nova riqueza



“Adeus Alagoas falada terra da prosperidade,
quem nasce nas alagoas não passa necessidade”
Canto Popular de Domínio Público

Este canto popular dos mestres alagoanos pode ter um certo tom de comicidade nos dias de hoje, mas esta frase não seria construída por eles se não houvesse um período que os favorecessem a desenvolver tal interpretação.

Um olhar um pouco mais atento na atual bandeira de Alagoas pode-se perceber a presença de duas touceiras, uma de cana e outra de algodão. A dança entre elas não resultou em algodão-doce, infelizmente. Estes cultivos representam os dois grandes projetos de desenvolvimento econômico para o estado.

O nordeste, que já foi a região mais rica do país, por ser a primeira grande área de colonização tornando-se palco do plantio e da extração de riquezas. A cana processada e transformada em açúcar era vendida a preço de ouro no mercado internacional. A elite que se formou na região sul de Pernambuco possuíam os solos mais férteis e sua defesa nunca foi amistosa. Dirceu Lindoso afirma que o massacre do Quilombo dos Palmares, mais que desmantelar sua organização, teve como principal interesse a posse da terra que ali estava. Os desdobramentos econômicos e culturais deste evento ressoam até hoje. A evolução deste processo que veio dos banguês, forma inicial de processamento da cana, resultou nas usinas como conhecemos hoje. Estas  gozam de incentivos fiscais, sua comercialização não se converte nem em tributos nem riqueza para o estado, o resultado incide como subsidiária dos nossos vexames nacionais. Nunca esqueço uma conversa que tive com Dirceu quando falava da potencial fonte de riqueza que é queimada na colheita da cana, sua palha. Poderia ser perfeitamente aproveitada na industria de celulose, trazendo uma maior dinâmica, emprego e recursos para o estado. Mas cadê o corpo técnico perito? Uma questão a ser resolvida no curso dos acontecimentos.

A elite que se formou em torno da atividade algodoeira imprimia no estado não apenas uma dinâmica agrária, mas comercial e cultural. Segundo Félix Lima Jr. Maceió foi a primeira cidade a possuir energia elétrica do país, com registros anteriores a Belém e Manaus antes da fase áurea do seringal. Essa elite precisava modernizar o escoamento desta produção organizando seu comércio. Quem anda pelo velho bairro Jaraguá e vê Associação Comercial na rua Sá e Albuquerque, pode perceber o quanto eles conseguiram enriquecer o estado. Além de estarem, para utilizar uma linguagem atual, conectados com as inovações tecnológicas acompanhavam suas movimentações culturais, invariavelmente, já que as máquinas inseriam um novo modo de viver a vida. Este projeto acabou junto com o assassinato de Delmiro Gouveia e suas máquinas jogadas ao rio. O que restou foi a soberana cana de açúcar com sabor de novo tipo no mercado – sangue e brutalidade.

A elite triunfante sempre dotou de relações estreitas com o poder central. Retomando Félix Lima Jr. O busto de Dom Pedro II que há em frente a Assembleia Legislativa foi a primeira a ser levantada no país em sua homenagem. Até hoje esta relação vigora, seja com os políticos de esquerda ou de direita, se é que isso ainda existe.

O que quero falar com tudo isso, sabendo que ha uma série de lacunas não expostas aqui. Miséria não acontece por si só, ela se constrói e atende interesses. O percurso histórico por que passou o estado de Alagoas não foi nada tranquilo, o processo civilizatório tá longe de começar, avalie por em prática os ideais da revolução francesa.

O que nos resta não é só reclamar, mas apontar novas possibilidades de inserção do povo nas atividades econômicas e criativas. O estaleiro EISA, que é imperiosa a necessidade de sua ida a cidade de Coruripe. Sua presença estabelecerá uma nova dinâmica relacional no estado. Além de empregabilidade, irá reconfigurar politicamente os interesses, que não deve agradar em nada velhas estruturas. Tá na hora do massacre de vidas e o esmagamento de mentes terminar. Precisamos antenar toda uma população as articulações econômicas principalmente na dinâmica criativa dos capitais culturais, este vem se tornando cada vez mais uma alternativa viável de superação da miséria. Sua mensuração dá um forte indicio da estruturação deste mercado e da liberação de maiores recursos a cada edital lançado pelo poder público e privado. Alagoas pode muito bem voltar vender um bem a peso de ouro no mercado internacional. Temos um estado inteiro de belas potencialidades.

Nunca tive dúvidas que as esperanças sempre devem ser depositadas no povo e é nele que ela continua, ainda que custe uma vida inteira na luta pela esperança de um dia ver no trupé do guerreiro um novo canto sobre a superação desta realidade como se fosse um sonho ruim enquanto dormíamos. É dever de todo alagoano amar seu povo e pensar com ele.


+ Amor, e ações, por favor!

Maracatus de Maceió: Algumas palavras

Coletivo AfroCaeté na comunidade São Jorge em Maceió - AL

Particularmente considero o marco ressurgente do maracatu em Alagoas a Cerimônia de Coração do Rei Doté Elias e da Rainha Lucineide, da Nação do Maracatu Acorte de Airá, no dia 18 de novembro de 2011 na igreja Nossa Senhora Mãe do Povo em Jaraguá. Para justificar acredito que eles possuem todos os elementos constitutivos de um Maracatu. Além da base percussiva, elencam sua relação com a religiosidade ritualística, a utilização dos adornos, figurações, ornamentalidades e demais elementos que constituem o baque virado. Mas antes disso houveram belos rufar de caixas e tambores.

Divulgação

Apresentarei aqui uma pitada da história do novo maracatu que surge em Maceió na atualidade. Mais precisamente sob o enfoque de minha pequena contribuição neste processo, já que se trata de um movimento em curso e conta com muitos agentes. Apresentarei aqui os grupos que surgiram e que continuam impulsionando esta realidade na cidade de Maceió, claro que sabendo que em poucas linhas não dá pra enriquecer de detalhes cada etapa, mas deixarei links de acesso dos grupos que até então constituem esta cena.

O ano era 2007 e eu estava recém-chegado a Maceió depois de uma temporada em Brasília-DF atuando como estagiário na EMBRATUR, quando Christiano Barros, antropólogo e amigo pessoal, fala da oficina de maracatu realizada por Wilson Santos que esta formou um grupo e estavam dispostos a dar prosseguimento aos ensaios, pretendendo se consolidar enquanto equipe musical. Na semana seguinte havia encontrado Wilson e, ousadamente, falei do meu interesse em participar do grupo que estava tomando forma. Como não houve recusa, lá estava nos ensaios sempre as 14h do sábado no estacionamento do CENARTE, próximo a praça dos Palmares. O grupo passou a se chamar Maracatu Baque Alagoano, melhor conhecido como Baque.

As alfaias começaram a circular em maior volume na cidade e seu som começava a seduzir jovens e adultos abertos a novidades artísticas. Neste mesmo período começou as aproximações com as manifestações religiosas ancestrais. As vezes por convite, outras por solicitação de parte do grupo. Citando aqui o inicio das atividades do dia 08 de dezembro da orla de Pajuçara, hoje conhecida como Festa das Águas, e a Lavagem do Bonfim junto ao afoxé Odô Yá no segundo domingo do ano. Também nas prévias carnavalescas do Jaraguá Folia. Como falaria Gilberto Gil “A novidade era o máximo do paradoxo estendido na areia”, Trompetes e alfaias voltaram a fazer carnaval.

A maestria percussiva contou com Wilson até 2008. Entra em seu posto Dalmo Santos que coordena a batucada até hoje. Neste interin, por ser o grupo caracterizado por várias lideranças e várias formas de compreender as dinâmicas culturais, o embate de ideias era inevitável e que é natural nas relações de grupo.

Resultado disso é em 2009 a saída de uma parte dos integrantes do Baque Alagoano, no qual me incluo, e a construção do Coletivo AfroCaeté, que no inicio teve o apoio do DITEAL para ocupar o estacionamento do Teatro Deodoro para seus ensaios aos domingos. Hoje o grupo possui uma sede no bairro do jaraguá e mantém o mesmo dia de ensaio. Novas formas de se organizar e pensar este novo momento estavam na ordem do dia. Em sua constituição estavam universitários, produtores culturais, professores e artistas populares que auxiliavam em pensar a cidade nas suas relações com a cultura, particularmente na periferia. Seminário Múltiplos Olhares sobre a Cultura Alagoana promovido pela Secretaria de Cultura, FUNARTE e UFAL é resultado desta compreensão, como as atividades do Agosto Popular na praça Santa Teresa no Vergel do lago.

No mesmo ano é fundada a Nação do Maracatu Nação Acorte de Airá da Grota do Arroz, coordenado pelo Pai Elias tendo também Mestre Sandro Santana a frente das evoluções percussivas no inicio de suas atividades. A aproximação entre Coletivo AfroCaeté e Acorte não poderia ser diferente.

Para juntar aos grupos aqui expostos, vem mãe Vera entoando seu canto Banto com o Maracatu Raízes da Tradição com jovens do Tabuleiro dos Martins, minimizando sua vulnerabilidade social com atividades artísticas promovidas por ela. A questão dos maracatus estarem nas ruas novamente é expressão de uma nova forma de perceber a e empreender a Cultura Negra em Alagoas que está apenas começando.

Grupos:








terça-feira, 30 de julho de 2013

Esta estranha dualidade...



"E só quando estamos em nós
estamos em paz
mesmo que estejamos a sós."

Paulo Leminski - Contranarciso



Noite alta, lua cheia, sob a onírica e desértica geografia vinha o caminhante.

Andava ha menos de 40 dias e trazia em sua bolsa pão cevado e um cantil.

Surpreendido ao avistar um estranho ser que aparece no descer do morro, não pressente perigo e continuou avançar.

Ao chegar perto o ser avisa ao andarilho que só poderia continuar em sua viagem após responder-lhe três perguntas. Não havia encontrado o Diabo, mas um desafiante tão perspicaz quanto.

Concorda com a proposta e a criatura o questiona:

-Quem és? De onde vens? Pra onde vais?

- Porque não perguntas como estou? Por onde e pelo que passei até chegar aqui? – retruca

- Não é relevante, sei que fosses capaz de chegar até aqui independente das circunstâncias. E o mais importante, se sabes quem és, sempre estarás bem.

Sobressaiu-lhe um sorriso desconfortável e tímido por sentir-se obrigado a concordar. Ainda assim, não queria deixar barato o bom embate sem a devida resposta.

Pediu um tempo pra pensar...e respondeu.

- Venho de muitos lugares desde que sai do ventre da minha mãe.  Ao me dar à luz, gritei de dor ao abrir os pulmões e desde então não sei mais o que é conforto. Vim de um útero e busco outros que o simbolizem e me comportem por um tempo. Serei uma nova criança a cada nova experiência, amadurecerei nela e me prepararei novamente para tornar-me infante em outro conjunto de circunstancias.  Vim da escuridão para iluminar-me. Sou o que descobri. Sou o conjunto de tudo que não mais sou, o que deixei de ser. Eu Sou o durante que estou sendo, combinando constantemente esta estranha dualidade. - Respondeu surpreso, pois não sabia que pensava assim.

O Ser, gostando do que ouviu, fala:

- Tens salvo conduto. Quanto mais próximo da luz estiveres, mais densa será a sombra projetada por tí. Não tema conhecer sua pior parte. Controle-a, essa é a sua missão. A flecha precisa do alvo para existir. Contrários e complementares assim o são.

O caminhante partiu sem mais desconfiar da sombra que sempre o acompanhara.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Nos idos de 2006 em BSB


Organizando minha vida acadêmica e profissional neste final de semana, deparo-me com o relatório de estágio que desenvolvi quando estive em Brasilia – DF no ano de 2006. Não tive como não ser inundado das lembranças de todo o processo de seleção e ida para EMBRATUR e bem feliz em saber que turma de 2006 estão muito bem situados em suas profissões. Mais feliz ainda em reler a avaliação que tive de Vitor Cid, na época Gerente da Coordenação Geral de Segmentação e Produto, subornada a Diretoria de Turismo Lazer e Incentivo sob a chefia do Ronnie Schroeder. “O estagiário Ernani Viana da Silva Neto, além da boa formação acadêmica na área de turismo, trouxe para esta gerência sua formação pessoal humanista que muito contribuiu para o cumprimento das tarefas a ele designadas e cumpridas com total êxito. Com certeza está preparado para enfrentar os desafios que se apresentarem em seu futuro profissional.”

Disponibilizei o relatório no Academia.edu, para acessá-lo clique aqui. Sobre o programa de estágios da EMBRATUR acompanhar disponibilidade de vagas neste link  
 http://www.turismo.gov.br/turismo/editais/concursos/


terça-feira, 9 de julho de 2013

Serranas





Treze

Forço uma poesia
Mas só sai isso
Quatorze palavras e um ponto . Pronto!

Para Amiel e Carlos Castañeda

As vezes a vida dá o pão que Deus mandou o Diabo amassar .
Como receber uma hóstia sagrada, tem função ritual e vem na hora da mudança.
Não se partilha. Não há celebração.
A comunhão é a sua contigo mesmo.
Diferente do polvilho, a massa vem crua e assa dentro de ti.
Ao sobreviver, não serás mais o mesmo.
E tudo será fantástico...

Forte, Leve

Tão forte, tão leve...
O bailar dos seus passos
Oculta o ataque de uma felina
Desnuda apenas seu charme com faiscantes chamas

Meus desejos a prendem sem garras,
Sem presas, sem pressa...
Como pólos opostos de um imã
Uniremos nossas peles
E nem os raios partirão...

Sol em mim

Sempre torço pelo extraordinário em dias frios.
Desejo que invade subitamente ao ver na janela o trailer do dia que me aguarda.
Não poder ser uma mera surpresa.
Não seria suficiente para tirar minha sisudez, minha seriedade...
Não ameaçaria aquecer nem a ponta dos meus dedos.

Apesar de pedirmos, nunca cremos que um dia venha de verdade...
Mas ele vem...

Hoje meu extraordinário surgiu em tecidos escarlates.
Com o olhar filtrado pela iris esverdeada e cabelos que pareciam suaves no embalar da rudeza dos ventos.
Percebeu-me longe e sorriu.
Antes do abraço anunciou meu nome
Pôs um cristal de rara luz em meu peito
Acendendo a potencia do Sol em sua despedida...

Pessach

Gosto dos simbolismos das datas religiosas, da semana santa em especial. Ainda mais na época em que vivemos, um papa jesuíta adotando nome de Francisco, sinalizando que o tempo da ostentação não cabe mais nos dias de hoje, acredito que esta postura irá servir de modelo para ações cotidianas com o passar do tempo.

Páscoa significa passagem. Passagem do inverno para primavera no hemisfério norte. Passagem do anjo da morte ceifando os primogênitos do Egito, passagem pela abertura do mar vermelho, passagem da morte para vida, na leitura ressurrecional de Cristo. Seu martírio aconteceu durante as celebrações pascais.

Interessante perceber essa lua cheia que temos apreciado, é a lua de Áries que indica um novo ciclo astrológico em curso. Quando Moisés quebrou o bezerro de ouro depois de ter descido o monte com os dez mandamentos, indicava o fim da era de touro e o início da era de aries. Enfim, época de encerrar fases e iniciar outras novas. Não imaginem ser um período só de ovos de chocolate disponíveis no mercado.

Claro que é bom presentear e ser presenteado, mas junto a isso deseje de todo coração votos de renovação a todos seus queridos! Como próprio Cristo afirmou, “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dará muito fruto”

Feliz Páscoa, Feliz Renovação do Espírito!


Primeira estação serrana

Hoje faz 3 meses em que cheguei a uma nova e empolgante realidade no sul do País. Lembro bem da data por ser o primeiro dia do outono e a cores dos plátanos já começavam a mudar, dando um colorido bem especial a paisagem da cidade e as minhas perspectivas no Mestrado que iniciava. Iniciando o inverno posso dizer que passei uma estação inteira e posso tecer alguns poucos comentários sobre minhas impressões nestas paragens:

Como é a o estado mais ao sul do Brasil, normal sentirem-se os menos integrados, pode perceber que a moeda que circula no estado não é o REAL é o “PILA”...rs...

O “Bah” realmente é a expressão mais polivalente do País, tem que entender todo o contexto em que ela é dita, inclusive as feições , semelhante a linguagem de sinais. O “Bah” oscila entre o maravilhamento ao total escárnio.

Dependendo da região em que estejas no Rio Grande percebe-se comportamentos característicos. Me diziam que na Serra, durante os dias de frio ninguém sorri pra você. E senti na pele o porquê, o frio fere lábios e bochecha, capaz de descer uma lágrima logo após a tentativa.

Na serra os “gringo” falam “pôn” (pão), “Portôn”(porta), “botôn” (Botão) e por ai vai...

A riqueza de culturas que há neste País é um verdadeiro milagre, apesar de tantos problemas ainda por resolver, unir tanta diversidade sob uma mesma idéia de Nação, sob um mesmo Hino, uma mesma língua que falando devagar todos se entendem. Vamos que vamos, para uma nova estação e o inverno está chegando. brrrrrrrrrrr...

quinta-feira, 4 de julho de 2013

SEDA Caixas do Sul - RS 2013


#PósTv - SEDA Caxias do Sul - RS 2013.

Mesa Redonda: Formação de Público para o Cinema. 

Para assistir clicar na imagem








Caderno 3por4 do Jornal O Pioneiro do dia 02 de Julho de 2013


domingo, 30 de junho de 2013

A Integração da América Latina - João Pedro Stedile


Palestra proferida na noite do dia 19 de junho de 2013 no auditório do Bloco J da Universidade de Caxias do Sul.

Palestra


Perguntas e Debate